Quando alguém chega até mim pela primeira vez, uma das perguntas mais comuns é: "o que é essa terapia TRG, exatamente?" Faz sentido perguntar — não é uma sigla tão conhecida quanto psicanálise ou terapia cognitivo-comportamental. Então vou explicar do meu jeito, sem termo técnico demais.
TRG significa Terapia do Reprocessamento Generativo. Na prática, é uma abordagem breve que trabalha direto com as emoções e as sensações do corpo, e não apenas com o que a pessoa consegue colocar em palavras. A ideia central é simples: muita coisa que nos afeta hoje está guardada como uma memória emocional, não como uma lembrança que a gente escolhe acessar. E dá para reorganizar essa memória sem precisar reviver a cena em detalhes.
Como isso funciona na sessão
Durante o processo, eu conduzo você a notar o que está sentindo no corpo — um aperto no peito, um nó na garganta, uma tensão nos ombros — e a partir dessas sensações, vamos reprocessando a emoção que está por trás. Você não precisa narrar o que aconteceu com todos os detalhes, nem reviver a situação como se estivesse acontecendo de novo. Isso é o que torna a TRG diferente de outras abordagens: o alívio não depende de "abrir a ferida" toda vez.
- Atua direto na raiz emocional, não só no sintoma que aparece no dia a dia
- Falar sobre o que aconteceu em detalhes é opcional, nunca obrigatório
- É um processo breve, normalmente em poucas sessões
- Não tem ligação religiosa, espiritual ou com hipnose
Para quem costuma ajudar
Na minha experiência, a TRG costuma fazer sentido para mulheres que sentem que já tentaram "resolver na cabeça" e não conseguiram, que reagem no automático em certas situações e se culpam depois, ou que carregam uma cobrança interna tão constante que já nem percebem mais que ela está ali. Se isso te soa familiar, pode valer a pena conhecer melhor o processo.
O que a TRG não é
Vale reforçar: a TRG não substitui acompanhamento psiquiátrico quando ele é necessário, e não tem a pretensão de ser uma fórmula mágica. É um caminho — breve, respeitoso com o seu tempo, e focado em emoção, não em diagnóstico.
Quer entender se a TRG faz sentido para o seu momento?
Podemos conversar antes de qualquer compromisso. É só me mandar uma mensagem.
Falar no WhatsApp